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28.01.2016

Safra de cana-de-açúcar deve dobrar no Sul do estado

 

 

Nesta terça-feira (26), a prefeita de Presidente Kennedy recebeu lideranças empresariais e agrícolas para discutir programa de

incentivos a canavieiros. CRÉDITO: DIVULGAÇÃO.

 

Safra de cana-de-açúcar deve dobrar no Sul do estado

 

Clima favorável, programas de incentivo e bom cenário de preços animam produtores

 

Depois de amargarem a pior safra em décadas em 2015, os produtores de cana-de-açúcar do litoral Sul do Espírito Santo devem voltar a respirar em 2016: a expectativa é de que a produção deste ano seja duas vezes maior que a anterior.

 

A Usina Paineiras – principal compradora da cana – espera moer o dobro das 300 mil toneladas de 2015. Grande parte da matéria-prima é produzida pela própria empresa, que também absorve a produção de mais de 500 pequenos produtores rurais da região associados à Coafocana (Cooperativa dos Fornecedores de Cana).

 

Entre esses agricultores familiares, a expectativa é que a produção quintuplique em 2016. “No ano passado, só entregamos 11 mil toneladas à Usina Paineiras. Neste ano, talvez chegue a 60 mil”, afirma o presidente da cooperativa, Gilberto Fernandes.

 

Incentivos

São quatro as explicações para o otimismo dos produtores: o clima ter voltado ao normal desde o fim de 2015, garantindo um janeiro de 2016 chuvoso; a recuperação inesperadamente rápida do preço do açúcar no mercado internacional (é o maior valor em pelo menos 30 anos); a melhora do preço do etanol (maior nível dos últimos anos); e os programas de incentivo das prefeituras do Sul do estado.

 

“Nada aponta que esses indicadores vão piorar. Isso garante rentabilidade e remuneração para o produtor, o que o motiva aplantar mais. Assim, poderemos ter uma safra normal já em 2017, moendo um milhão de toneladas de cana-de-açúcar”, comemora o diretor de Negócios da Usina Paineiras, Antonio Carlos de Freitas.

 

Prefeituras

As três prefeituras do litoral Sul estão mobilizadas para apoiar mais os produtores de cana. A mais à frente é de Itapemirim, que vai fornecer mudas, adubo e calcário, além de máquinas a hora de trabalho com custo subsidiado, para estimular o plantio em 1.000 hectares, sendo até 20 hectares para cada produtor.

 

O custo do programa é de R$ 1 milhão. Porém, só em ICMS recebido devido ao faturamento da Usina Paineiras, a prefeitura arrecadou R$ 39 milhões em 2014 e R$ 9 milhões em 2015.

 

Já em Presidente Kennedy e Marataízes, os prefeitos envolveram secretários e técnicos para estudar a proposta e avaliar a construção de formatos viáveis.

 

“São programas importantes porque geram retornos diretos e rápidos para esses próprios municípios. Os produtores de leite poderão ter cana própria, inclusive para alimentar o gado durante estiagens. Isso que garante a renda deles, gera empregos, movimenta o comércio e os serviços desses municípios e aumenta a arrecadação própria das prefeituras. Nessa crise, é ótima solução para todos”, ressalta Antonio Carlos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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